Denúncia de testemunha anônima revela esquema de corrupção em Várzea Grande, MT
Investigação do Gaeco aponta organização criminosa liderada por vereador para controle da Câmara e do Executivo municipal.

Um inquérito conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apura a existência de uma organização criminosa na Câmara de Várzea Grande, em Mato Grosso. As investigações foram impulsionadas por relatos de uma testemunha que optou por manter a identidade sob proteção.
O relatório indica que o esquema era liderado pelo vereador Wanderley Cerqueira, do MDB, e seus aliados. As suspeitas envolvem o pagamento de vantagens para garantir apoio político na eleição da Mesa Diretora, onde Cerqueira buscava a reeleição, além do favorecimento de empresas em contratos públicos.
A operação Cathedra Venalis, originada a partir do inquérito, teve como alvos 15 vereadores de Várzea Grande e Cuiabá. O Gaeco apura a utilização de gravações clandestinas, coação política, chantagens e a ocultação de provas por agentes públicos e particulares.
A trama previa a cassação da prefeita para beneficiar o ex-prefeito Tião da Zaeli, do PL. Com a renúncia de Zaeli, Wanderley Cerqueira passaria a ser o principal beneficiário para assumir o Executivo. O documento cita a CPI dos Uniformes como parte dessa estratégia, embora a comissão tenha sido encerrada por falta de provas.
A testemunha anônima relatou a operação de um mensalinho no legislativo de Várzea Grande, com propinas mensais de R$ 10 mil. Outro método para assegurar apoio na Casa de Leis seria a distribuição de cargos ligados à Mesa Diretora.
As denúncias seguem sob investigação e podem ser levadas à Justiça se comprovadas. Na última terça-feira, o Gaeco realizou a apreensão de aparelhos eletroeletrônicos e documentos para subsidiar a investigação.
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