Ex-vereador de Itiquira é acusado de manter assessores fantasmas em MT
Ministério Público Estadual pede ressarcimento de valores pagos a pessoas que não trabalhavam na Câmara Municipal.

O Ministério Público Estadual ajuizou uma ação civil pública contra o ex-vereador de Itiquira, Márcio Alves Fontes, e quatro ex-assessores parlamentares. O grupo é acusado de participar de um esquema de nomeações para cargos comissionados sem que houvesse a prestação efetiva de serviços no Legislativo de Mato Grosso.
A investigação aponta que Márcio, presidente da Câmara entre 2019 e 2020, nomeava pessoas para seu gabinete com permanência de cerca de três meses. O órgão sustenta que os salários eram pagos para ajudar financeiramente indivíduos escolhidos pelo vereador, configurando improbidade administrativa e prejuízo ao erário.
Entre os réus estão Thiago Bertoldo Hoff, Ângela Gomes Barcelos, Maria José Dutra da Silva e Gleiciane Paixão Santos da Silva. O Ministério Público cita que Hoff vendia espetinhos, Barcelos possuía jornada em empresa privada e Silva trabalhava como diarista, sem registros de atividades na Câmara.
O valor inicial da causa é estimado em R$ 35.795,10, referente a 22 remunerações de R$ 1.627,05. O órgão pede que o ex-parlamentar e os ex-assessores devolvam os recursos públicos recebidos, com a aplicação de juros e correção monetária.
A apuração foi iniciada em maio de 2020 após denúncias anônimas. O inquérito revelou que, até maio de 2019, a Câmara Municipal não exigia relatórios de atividades nem mantinha controle de ponto para os servidores comissionados.
Márcio Alves Fontes negou as acusações e afirmou que os servidores realizavam atividades externas conforme a demanda do gabinete. O ex-vereador alegou que as denúncias resultam de divergências políticas e que implantou controles de frequência durante sua presidência.
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