Vereador de Várzea Grande nega irregularidade e registra BO por ameaça em MT
Bruno Rios afirma que transferência de R$ 12 mil foi devolução de empréstimo e questiona eleição da Mesa Diretora.

O vereador Bruno Rios, do PL, afirmou nesta quarta-feira (21) que a transferência de R$ 12 mil identificada em investigação do Gaeco em Várzea Grande, Mato Grosso, refere-se à devolução de um empréstimo. Segundo o parlamentar, o valor havia sido emprestado ao vereador Caio Cordeiro por cerca de uma semana, período em que Cordeiro aguardava a contemplação de um consórcio.
A transação consta nos arquivos da Operação Cathedra Venalis, que investiga a suspeita de compra de apoio para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Bruno Rios não é alvo da operação, que cumpriu mandados contra 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá, incluindo o presidente da Casa, Wanderley Cerqueira.
O vereador negou ter recebido propostas financeiras de Wanderley Cerqueira e afirmou que o presidente da Câmara tenta evitar a intimação judicial para adiar a convocação de uma nova votação para a Mesa. Rios é autor da reclamação que levou o Supremo Tribunal Federal a anular a eleição de 14 de maio, na qual Cerqueira foi reconduzido ao cargo.
Sobre a disputa interna, Bruno Rios negou que Lucas do Chapéu do Sol desistirá da candidatura para que ele encabece a chapa. O parlamentar defende a busca por um nome de consenso para resolver o impasse político, alegando que o conflito na Câmara prejudica áreas como saúde, ruas e abastecimento de água.
Após a sessão de terça-feira, em que Wanderley Cerqueira teria dito que o vereador vai pagar, Bruno Rios registrou um boletim de ocorrência por ameaça. Ao ser questionado sobre sua segurança, o parlamentar declarou que acredita em suas convicções e que morre em pé, mas não vive de joelhos.
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