Belterra capta R$ 250 milhões para cultivo de cacau em Alta Floresta e Pará
Projeto financiado pelo BNDES visa recuperar 4 mil hectares de áreas degradadas com sistemas agroflorestais.

O BNDES aprovou o financiamento de R$ 250 milhões para a Belterra recuperar 4 mil hectares de terras degradadas na Amazônia. O projeto, com investimento total de R$ 302 milhões, será executado em Alta Floresta, no norte de Mato Grosso, e em regiões do Pará, como Carajás e a Transamazônica.
A iniciativa, operada pela Restaura Amazônia SPE do Grupo Belterra, utiliza sistemas agroflorestais que combinam o cultivo de cacau com árvores nativas e outras culturas. Estão previstos o plantio de 4,72 milhões de mudas e a utilização de 25 espécies nativas, incluindo ipê, jatobá e açaí, além de banana e mandioca.
O objetivo é recuperar a produtividade de antigas pastagens e lavouras sem avançar sobre florestas nativas. A meta é produzir mais de 12 mil toneladas de cacau por ano, o que pode ampliar a oferta nacional da amêndoa e reduzir a dependência de importações do setor de chocolate.
Os recursos do Fundo Clima cobrem investimentos em mudas, insumos, assistência técnica, irrigação e estruturas de processamento. O modelo de parceria com produtores rurais prevê remuneração fixa nos três primeiros anos e posterior participação na produção comercial, sem exigência de aporte financeiro dos parceiros.
Além da produção agrícola, o projeto estima remover 337 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente até 2031. A Belterra planeja buscar certificações para gerar créditos de carbono a partir da vegetação recuperada.
A operação financeira possui prazo de 15 anos, com carência de cinco anos. Esta é a segunda vez que o Grupo Belterra utiliza o Fundo Clima, após um contrato de R$ 100 milhões firmado em 2025 para implantação de sistemas agroflorestais em MT, Pará, Bahia e Rondônia.
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