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Casarões históricos de Cuiabá correm risco de desabamento em MT

Vistoria da prefeitura e do Iphan identifica imóveis com necessidade de intervenções emergenciais no Centro Histórico.

Por Redação VORA News
Casarões históricos de Cuiabá correm risco de desabamento em MT

Uma inspeção realizada nesta quinta-feira (15) pela prefeitura e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) alertou para a situação de casarões deteriorados no Centro Histórico de Cuiabá, em Mato Grosso. Foram encontrados imóveis com riscos estruturais que demandam ações emergenciais para evitar novos desabamentos.

A Defesa Civil aponta que a falta de conservação, o abandono e a exposição ao sol e à chuva aceleram a degradação das construções. O alerta é intensificado com a chegada do período chuvoso, que pode agravar os danos em prédios sem a manutenção adequada.

A Prefeitura de Cuiabá informou a existência de projetos e estudos para realizar a manutenção e o escoramento de imóveis sob gestão pública. Paralelamente, o Iphan planeja orientar comerciantes e proprietários, além de capacitar arquitetos e engenheiros.

Para a recuperação das edificações e a formação de profissionais em técnicas tradicionais, está prevista uma parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A iniciativa integra ações como o projeto Cidade Histórica, da prefeitura.

O histórico de incidentes na região inclui o desabamento parcial da antiga Gráfica Pepe em março deste ano, que forçou o fechamento do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc) por mais de um mês. Em março de 2022, outro casarão na Praça Antônio Corrêa desabou após fortes chuvas, resultando na interdição de vias e na saída de moradores locais.

Dados do Ministério Público de Mato Grosso de abril de 2025 indicam que, em um levantamento sobre a região, que possui cerca de 400 edificações, ao menos 50 imóveis tombados apresentavam estruturas comprometidas.

A deterioração é atribuída a fatores como a mudança da dinâmica urbana, que deslocou o comércio para outras áreas, e a dificuldade de acordos entre múltiplos herdeiros de espólios. Além disso, as regras de preservação de imóveis tombados exigem planejamento e técnicas específicas para reformas.

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