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Política

Vereador de Várzea Grande planejava disputar prefeitura em 2028, revela investigação

Conversas anexadas ao Gaeco mostram estratégia de Caio Cordeiro para chegar ao Executivo municipal em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Vereador de Várzea Grande planejava disputar prefeitura em 2028, revela investigação

O vereador Caio Cordeiro, do partido Novo, planejava disputar a Prefeitura de Várzea Grande, em Mato Grosso, no ano de 2028. A estratégia foi revelada em diálogos que fazem parte da Operação Cathedra Venalis, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), que investiga um possível esquema de compra de votos na Câmara Municipal.

Nas conversas, o parlamentar afirmou que a prefeita Flávia Moretti, do PL, não terminaria o mandato com boa aprovação. Cordeiro acreditava que esse desgaste político seria a oportunidade ideal para tentar assumir a gestão municipal, desde que conseguisse primeiro ser eleito deputado federal para ampliar sua influência e obter recursos.

Cordeiro disputou a vaga de deputado federal nas eleições recentes, obtendo 16.720 votos, sendo 11.102 em Várzea Grande. O candidato não foi eleito e segue no cargo de vereador, função para a qual foi escolhido em 2024 com 3.768 votos.

Após o pleito, o vereador anunciou a venda de objetos pessoais e móveis de sua casa para quitar dívidas de campanha. De acordo com dados da Justiça Eleitoral, a candidatura contratou R$ 321,6 mil em despesas, mas arrecadou R$ 233 mil, resultando em uma diferença de R$ 88,6 mil.

O parlamentar alegou em vídeo que parceiros e apoiadores não cumpriram compromissos financeiros, gerando pendências com amigos e fornecedores. A arrecadação da campanha contou com R$ 150 mil da direção nacional do Novo, R$ 60 mil do PL em Mato Grosso, R$ 20 mil da direção estadual do Novo e R$ 3 mil do próprio candidato.

As maiores despesas da campanha foram com a contratação de pessoal, totalizando R$ 138,3 mil. Outros gastos incluíram R$ 40 mil em contabilidade, R$ 32,5 mil em adesivos, R$ 24,5 mil em mobilização de rua e R$ 23 mil em impulsionamento no Facebook. O total de gastos representou cerca de 10% do teto permitido para candidatos a deputado federal em MT.

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