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Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum somam R$ 29,6 bilhões em PIB em MT

Dados da Seplag e IBGE mostram força econômica do médio-norte de Mato Grosso, mas alertam para a necessidade de expansão de serviços públicos.

Por Redação VORA News
Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum somam R$ 29,6 bilhões em PIB em MT

Os municípios de Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, localizados no médio-norte de Mato Grosso, registraram juntos aproximadamente R$ 29,6 bilhões em atividade econômica em 2023. O levantamento do Produto Interno Bruto (PIB), realizado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e pelo IBGE, posicionou Sorriso como a quarta maior economia do estado, com R$ 13,75 bilhões. Lucas do Rio Verde ficou em sétimo lugar, com R$ 8,23 bilhões, e Nova Mutum na nona posição, com R$ 7,64 bilhões.

A concentração de riqueza é expressiva no estado: os dez municípios com maior PIB responderam por 49,04% da economia de Mato Grosso em 2023. Quando a análise abrange os 20 maiores municípios, a participação sobe para 63,25% do total estadual, evidenciando que a produção econômica está concentrada em um grupo reduzido de cidades.

O PIB per capita dessas cidades superou as médias estadual (R$ 74.620) e nacional (R$ 59.997). Em 2023, o indicador foi de R$ 136.950 em Nova Mutum, R$ 124.271 em Sorriso e R$ 98.319 em Lucas do Rio Verde. Contudo, esse valor mede a produção proporcional à população e não representa o salário médio ou a renda disponível das famílias.

O crescimento econômico impulsionou o aumento populacional. Segundo o Censo de 2022, Sorriso tinha 110.635 habitantes, Lucas do Rio Verde 83.798 e Nova Mutum 55.839. Para 2026, as estimativas apontam para 128.727, 99.291 e 65.663 moradores, respectivamente, o que amplia a demanda por infraestrutura urbana.

A expansão demográfica gera a necessidade de maior planejamento em áreas como saúde, educação, saneamento e habitação. O aumento da procura por imóveis nessas regiões pode pressionar os preços de terrenos e aluguéis, impactando o custo de vida dos trabalhadores.

A análise indica que o desenvolvimento social depende de investimentos públicos e capacidade administrativa para transformar a riqueza do agronegócio em benefícios coletivos. A qualidade de vida, portanto, não deve ser medida apenas pelo volume de impostos ou produção agrícola, mas pela eficiência dos serviços prestados à população.

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