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Política

Vereador denuncia oferta de R$ 100 mil em Várzea Grande, MT

Depoimento ao Gaeco revela supostas propostas de pagamento e retaliações políticas na Câmara Municipal.

Por Redação VORA News
Vereador denuncia oferta de R$ 100 mil em Várzea Grande, MT

O vereador Caio Cordeiro, do partido Novo, afirmou em depoimento ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) que o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, ofereceu R$ 100 mil para obter seu voto favorável à recondução da presidência da Mesa Diretora. O parlamentar relatou que o dinheiro estaria em uma sacola no escritório da casa da mãe de Cerqueira.

Cordeiro declarou ainda que recebeu a proposta de um pagamento mensal de R$ 10 mil para integrar o grupo político do presidente, valor que viria de uma empresa com contrato com a Prefeitura de Várzea Grande. O vereador afirmou ter negado as ofertas e identificou a residência mencionada como local de negociações políticas.

As revelações fazem parte da Operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira, 20, com 30 mandados de busca e apreensão em três cidades de Mato Grosso. A ação mobilizou mais de 200 policiais e mirou 15 vereadores, sendo 13 de Várzea Grande e dois de Cuiabá.

No relatório do Gaeco, constam indícios de que vereadores que se opusessem ao grupo de Wanderley Cerqueira sofreriam pressão e retaliação. Caio Cordeiro citou a exoneração de servidores de seu gabinete, ameaças de exposição e pressão para deixar seu emprego como jornalista na TV Cidade Verde.

O parlamentar relatou que tentativas de instaurar uma CPI sobre o transporte coletivo municipal foram impedidas. Ele afirmou possuir gravações onde a retirada da investigação era sugerida mediante vantagem financeira, mencionando que R$ 2 milhões seriam insuficientes para resolver a situação.

Cordeiro informou ter sido alvo de tentativa de cassação de mandato via Comissão de Ética e relatou o furto de sua mochila com notebook e documentos da CPI. Após o crime, ele teria recebido ameaças com imagens de arma de fogo para retirar o boletim de ocorrência, embora tenha dito não ser possível provar a autoria do furto.

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