Pivetta cobra expansão de ferrovia da Rumo para Cuiabá e Lucas do Rio Verde em MT
Governador defende cumprimento de contrato de concessão e relaciona ritmo de obras ao cenário econômico.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, cobrou da Rumo Logística a execução do contrato de concessão da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo. O projeto prevê a expansão dos trilhos para Cuiabá e Lucas do Rio Verde, totalizando cerca de 740 quilômetros de extensão entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, com passagem por 16 cidades.
Pivetta afirmou que a concessionária assumiu voluntariamente os compromissos ao se habilitar no edital publicado pelo Estado. Para o governador, a empresa tem a obrigação contratual de levar a ferrovia até a BR-070, seguir para Lucas do Rio Verde e criar um ramal para a capital mato-grossense, independentemente de dificuldades econômicas.
A concessionária tem justificado a lentidão nos investimentos devido ao aumento dos juros e do custo de captação de recursos. Embora reforce a obrigatoriedade do contrato, Pivetta reconhece que o cenário econômico impacta o ritmo das obras e acredita que condições mais favoráveis possam surgir a partir de 2027.
O governador relacionou a retomada dos investimentos privados ao comportamento da economia nacional e às diretrizes do próximo governo. Segundo ele, um ambiente que estimule a atividade econômica e controle os gastos públicos poderá favorecer a infraestrutura de Mato Grosso.
Ainda não foi apresentada uma nova data para a continuidade dos trabalhos. Pivetta declarou que novas conversas sobre o empreendimento devem esclarecer o cronograma para que seja possível dar uma previsão mais precisa sobre o avanço das etapas.
O contrato entre o Estado e a Rumo foi assinado em setembro de 2021, com previsão de operação integral até 2030. A obra é vista como estratégica para fortalecer a logística e a capacidade de escoamento da produção agrícola na região.
Além da ferrovia, o governador mencionou a intenção de devolver a concessão da BR-163 à iniciativa privada. O objetivo é recuperar os recursos investidos pelo Estado na rodovia para aplicá-los em outros projetos de infraestrutura.
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