Polícia investiga morte de jovem em cirurgia plástica em Cuiabá
Delegado apura se médico possuía habilitação técnica para realizar procedimentos que resultaram no óbito da paciente.

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) instaurou inquérito para investigar a morte de Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos. O óbito ocorreu no dia 16 de outubro, durante uma cirurgia de lipoescultura e colocação de próteses mamárias no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, Mato Grosso.
O delegado Nilson Farias, responsável pelo caso, informou que a investigação começa como morte a esclarecer. A Polícia Civil aguarda laudos periciais da Politec, incluindo exames toxicológicos e histopatológicos, para determinar a causa da parada cardiorrespiratória e se houve falha médica.
A investigação também apura a qualificação técnica do médico Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza. O delegado afirmou que a titulação do profissional está sendo avaliada para verificar se ele tinha a habilitação necessária para realizar o procedimento cirúrgico.
Em vídeo nas redes sociais, o médico admitiu que não possui residência médica nem Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em cirurgia plástica. Ele alegou ser formado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desde 2004 e possuir pós-graduações e certificações reconhecidas pelo MEC.
Preza negou que a falta do RQE tenha causado a morte da paciente e afirmou que sua formação o habilita a realizar as cirurgias. O médico relatou que a intercorrência aconteceu na fase final da operação e que as tentativas de reanimação duraram mais de duas horas.
O inquérito prevê a oitiva de todos os envolvidos, incluindo o médico, o marido da vítima e a equipe técnica da cirurgia. A definição sobre a natureza do crime, se houve dolo eventual ou culpa, dependerá da análise dos elementos coletados e dos laudos periciais.
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