Discussão sobre reajuste de servidores em Cuiabá fica para 2027
Presidente da ALMT afirma que debate sobre a RGA ocorrerá durante a votação do orçamento estadual.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá, aprofundará a discussão sobre o percentual de recomposição do Reajuste Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais apenas no início de 2027. A definição foi feita pelo presidente da casa, deputado Max Russi, que vinculou a análise da pauta salarial ao estudo e aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o próximo ano.
Atualmente, a proposta da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) prevê um índice de 5,36% para a cobertura da inflação, com a reserva de R$ 1,068 bilhão. No entanto, categorias de servidores buscam um percentual superior para garantir ganho real e a cobertura de perdas, ponto que dependerá de negociações políticas durante a votação do orçamento em plenário.
Max Russi pontuou que a visão do governador Otaviano Pivetta sobre gastos com pessoal é de conhecimento público. O deputado orientou que os sindicatos e as categorias realizem as discussões diretamente com o Poder Executivo.
A Sefaz-MT estima que a receita total de Mato Grosso seja de R$ 46,1 bilhões, o que representa um aumento de 13,07% em relação à projeção atual. O plano orçamentário inclui investimentos de R$ 5,65 bilhões, mas a equipe econômica adotou critérios de prudência devido às incertezas da reforma tributária.
O presidente da Assembleia defende a contenção de despesas e a redução de cargos comissionados anunciada pelo Palácio Paiaguás. Segundo Russi, a medida visa preservar a capacidade de investimento do Estado diante do cenário fiscal controlado.
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