Senadores eleitos em Mato Grosso tiveram modelos diferentes de financiamento
Dados do TRE-MT mostram que José Medeiros teve maior apoio de pessoas físicas, enquanto Mauro Mendes foi financiado majoritariamente por partidos.

As prestações de contas dos senadores eleitos em Mato Grosso, José Medeiros e Mauro Mendes, revelam origens distintas de recursos nas campanhas de 2026. Medeiros arrecadou cerca de R$ 4,4 milhões, enquanto Mendes declarou R$ 1,87 milhão à Justiça Eleitoral.
A campanha de José Medeiros foi marcada por doações de pessoas físicas, que somaram R$ 2,65 milhões, representando 60% do total. Entre os maiores doadores individuais estão Hugo de Carvalho Ribeiro, com R$ 650 mil, e André Guilherme Sucolotti, com R$ 400 mil. Douglas Crestani e Ildo Crestani contribuíram com R$ 280.044 cada.
Além do apoio individual, Medeiros recebeu R$ 1 milhão da direção nacional do PL e R$ 384,5 mil do diretório estadual. A prestação de contas também registra R$ 280 mil de Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente, classificados como recursos próprios da chapa.
Já Mauro Mendes teve 92% de seu financiamento proveniente de repasses partidários. O União Brasil transferiu R$ 1 milhão por meio da direção nacional e aproximadamente R$ 726,7 mil via diretório estadual. As doações de pessoas físicas para Mendes totalizaram R$ 85 mil.
No grupo de doadores individuais de Mauro Mendes, Pascoal Santullo Neto contribuiu com R$ 30 mil e Neusa Gonçalves Desidério com R$ 25 mil. Aécio Guerino de Souza Rodrigues, Luiz Viero Trevisan e Evandro Viero Trevisan doaram R$ 10 mil cada.
As informações foram publicadas no Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). O tribunal abriu prazo de três dias para eventuais impugnações, procedimento regular de fiscalização que não indica irregularidades.
Mauro Mendes foi o candidato mais votado ao Senado por MT, com 1.187.352 votos, seguido por José Medeiros, com 977.777 votos. Ambos assumem os mandatos de oito anos em fevereiro de 2027.
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