Max Russi nega repasse de ALMT ao TCE em Cuiabá, Mato Grosso
Presidente da Assembleia Legislativa afirma que houve erro de interpretação em inquérito da Polícia Federal sobre valores orçamentários.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, negou em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (4), em Cuiabá, que o Legislativo tenha transferido recursos diretamente ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O deputado afirmou que as informações citadas no inquérito da Operação Tomada de Contas, que mencionavam a transferência de R$ 112 milhões, resultam de um erro de colocação da Polícia Federal e de interpretação dos fatos.
Russi explicou que os valores referem-se a ajustes na Lei Orçamentária Anual (LOA) realizados por meio de emendas legislativas. Segundo o parlamentar, o processo de definição orçamentária ocorre em reuniões entre o Governo do Estado e os chefes dos Poderes, sendo que a Assembleia apenas aprova as emendas que incorporam os valores ao orçamento dos órgãos.
O presidente da ALMT confirmou que uma emenda acrescentou aproximadamente R$ 62 milhões ao orçamento do TCE para 2026. Ele citou que a mesma lógica foi aplicada a outras instituições, com destinações de R$ 200 milhões ao Tribunal de Justiça, R$ 61 milhões ao Ministério Público, R$ 32 milhões à Defensoria Pública e R$ 200 milhões para a Saúde.
De acordo com Max Russi, a Assembleia não define a utilização dos recursos e os repasses mensais são efetuados pelo Poder Executivo. O deputado argumentou que não haveria lógica em um Poder transferir dinheiro para outro, reiterando que não houve repasse de nenhum valor da Assembleia para o Tribunal de Contas.
A Operação Tomada de Contas foi iniciada pela Polícia Federal em 29 de outubro. A investigação apura possíveis irregularidades na gestão de contratos e pagamentos a servidores do TCE-MT, incluindo suspeitas de pressão sobre fornecedores, movimentações financeiras atípicas e saques em dinheiro.
Para apurar os fatos, a operação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além de determinar o sequestro de bens e o afastamento de sigilos.
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