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Justiça de Cuiabá torna tesoureiro do Comando Vermelho e mais nove pessoas réus

Grupo é acusado de integrar organização criminosa e praticar lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Justiça de Cuiabá torna tesoureiro do Comando Vermelho e mais nove pessoas réus

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitou a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso contra Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT, sua esposa e outras oito pessoas. O grupo é suspeito de lavagem de dinheiro e de integrar organização criminosa no estado.

Paulo Witer, apontado como tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso, responde por três episódios de lavagem de dinheiro e por integrar a organização, com a agravante de exercer função de comando. Ele está detido na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, desde 29 de março de 2024, após ser capturado em Maceió durante a Operação Apito Final.

Além de WT e de sua esposa, Thawany Nunes Silva de Bulhões, tornaram-se réus Dayane Karol Moreira da Silva, Emerson Ferreira Lima, Katani Adorno Bocardi, Ygor Henrique da Silva Martins, Alex Júnior Santos de Alencar, Brunno Passos da Silva, Anderson Alves de Sousa e Allan Xavier da Silva.

O magistrado afirmou que a acusação possui indícios de autoria e materialidade, atendendo aos requisitos legais para a ação penal. Os réus têm o prazo de dez dias para apresentar a defesa.

Na mesma decisão, o juiz homologou o arquivamento do processo para sete investigados: Aldemir de Assis Campos, Paulo Vinicius Gabriel de Araújo, Wires Alves Guerra, Nagilda Cândida Ferreira Lima, Fernando Wagner Moraes Amorim, Wellen de Amorim Gomes e Giselly Breier Streck. A prisão preventiva de Aldemir de Assis Campos foi revogada.

A Polícia Judiciária Civil deve entregar, em cinco dias, relatórios e mídias da investigação, com foco na extração de dados de celulares e conclusão de perícias. O Ministério Público poderá realizar novas investigações complementares sobre outros suspeitos e crimes.

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