Órgão confirma formação de médico que operou jovem morta em Cuiabá
Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica atesta especialização de profissional, mas caso segue sob investigação em Mato Grosso.

O Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica (CBCP) confirmou que o médico Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza possui formação e experiência na área. O profissional foi o responsável pelo procedimento cirúrgico no Hospital Geral de Cuiabá, em Mato Grosso, que resultou na morte de Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, na última sexta-feira (16).
De acordo com o CBCP, o médico é membro efetivo da entidade desde 2011 e detém certificado de especialização emitido pelo próprio órgão desde 2008, além de cursos de aperfeiçoamento. A entidade destacou que acompanha o caso e ressaltou que a legislação brasileira, especificamente a Lei nº 3.268/1957, permite que médicos inscritos no Conselho Regional de Medicina exerçam atos médicos e cirúrgicos.
Apesar da confirmação do CBCP, há questionamentos sobre a situação do médico no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT). Informações anteriores indicam que Euller não possuía o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em cirurgia plástica, documento utilizado pelos conselhos para a identificação formal de especialistas.
Sobre a morte da paciente, o CBCP pediu cautela e afirmou que intercorrências graves podem ocorrer mesmo com profissionais qualificados e estrutura hospitalar adequada, não servindo a complicação como prova isolada de erro médico. A equipe de saúde realizou manobras de reanimação por cerca de duas horas, mas a jovem não resistiu.
A Polícia Civil e o CRM investigam as circunstâncias do óbito para definir se houve erro médico ou se os protocolos foram seguidos. O caso aguarda laudos técnicos para a conclusão das apurações e a definição de responsabilidades criminais.
O médico também é citado em outros processos judiciais. Ele figura em uma ação sobre a morte de uma paciente em 2013, com decisão da 1ª Vara Cível de Várzea Grande para a realização de perícia. Além disso, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual em 2023, na Operação Espelho, por suspeitas de fraudes em contratos de serviços médicos em Mato Grosso.
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