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Centro-Oeste tem a maior proporção de adultos negativados do Brasil

Levantamento da CNDL e do SPC Brasil indica que 48,74% da população adulta da região possui contas em atraso.

Por Redação VORA News
Centro-Oeste tem a maior proporção de adultos negativados do Brasil

O Centro-Oeste, região que engloba cidades como Cuiabá em Mato Grosso, apresenta o maior percentual de adultos negativados do país. De acordo com dados do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, 48,74% da população adulta local está com o nome em cadastros de devedores, superando a média nacional de 44,67%.

No cenário geral, o Brasil soma 75,05 milhões de pessoas com contas em atraso. O volume de dívidas cresceu 13,62% em um ano e teve alta mensal de 3,07% entre agosto e setembro. No Centro-Oeste, o número de inadimplentes registrou aumento anual de 7,74%, enquanto a região Sul liderou a variação com alta de 9,75%.

O valor médio da dívida por consumidor em setembro foi de R$ 5.240,29, com cada devedor possuindo pendências com cerca de 2,36 empresas. O levantamento aponta que 40,75% dos consumidores têm dívidas de até R$ 1 mil. A faixa etária de 30 a 39 anos é a mais afetada, com 53,30% da população negativada.

Os bancos concentram a maior parte das pendências, respondendo por 65,95% do total. Serviços de água e luz representam 10,14%, enquanto o comércio, único setor com redução de 1,77% nas dívidas, detém 8,12% dos débitos. O setor de comunicação teve a maior elevação anual, com alta de 17,84%.

O presidente da CNDL, José César da Costa, atribui o avanço da inadimplência aos juros elevados e ao comprometimento da renda familiar. Para ele, as despesas cotidianas mantêm o consumidor pressionado mesmo após renegociações, elevando o risco de novos atrasos.

Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil, alerta que programas de renegociação não resolvem sozinhos o endividamento. Ele destaca que o acúmulo de contas em diferentes instituições e a limitação do orçamento dificultam o cumprimento de acordos e favorecem a reincidência.

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