Polícia Civil prende 10 pessoas por furtos a caixas eletrônicos em Cuiabá e VG
Operação Círculo Vicioso combate quadrilha interestadual que utilizava lança térmica para romper cofres em Mato Grosso.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Círculo Vicioso nesta manhã, dia 5, para desarticular uma quadrilha especializada em furtos a caixas eletrônicos. A ação resultou no cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva e outras 64 ordens judiciais em Mato Grosso, Santa Catarina e Maranhão.
As investigações apontaram seis ataques ocorridos entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026 em Cuiabá e Várzea Grande. O grupo utilizava ferramentas industriais, como a lança térmica, para cortar os cofres dos equipamentos. Um dos crimes, ocorrido em janeiro em um supermercado no bairro Praia Grande, em Várzea Grande, resultou no furto de R$ 105 mil.
Para viabilizar a circulação do dinheiro, os criminosos usavam produtos químicos para remover a tinta de segurança disparada pelos sistemas de proteção dos caixas. O grupo era organizado em núcleos específicos para a execução dos furtos, a limpeza das cédulas, o suporte tecnológico e a movimentação financeira.
A quadrilha utilizava a técnica de smurfing, depositando pequenas quantias em diversas agências bancárias para evitar o rastreamento da origem do dinheiro. Os valores também eram distribuídos para terceiros e integrantes da organização, alguns dos quais residiam em Santa Catarina e viajavam para MT para cometer os crimes.
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 240 mil em ativos financeiros, valor referente aos prejuízos de quatro dos seis furtos apurados. A operação foi coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
O cumprimento dos mandados ocorreu em Cuiabá e Rondonópolis, além de Joinville (SC) e São Luís (MA). A ação contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e das polícias civis de Santa Catarina e Maranhão. A investigação também encontrou indícios de que os suspeitos atuaram anteriormente no Rio de Janeiro e em Alagoas.
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