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Justiça retira sigilo de processo de feminicídio em Cuiabá

Réu acusado de matar a esposa e enterrar o corpo no bairro Parque Cuiabá vai a júri popular.

Por Redação VORA News
Justiça retira sigilo de processo de feminicídio em Cuiabá

A juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital, determinou que o processo contra Jackson Pinto da Silva deixe de tramitar em segredo de justiça. A decisão torna os autos públicos e abre a sessão do Tribunal do Júri para a população em Cuiabá, Mato Grosso.

O julgamento está agendado para esta terça-feira (20), às 13h30, no Fórum de Cuiabá. A magistrada ressaltou que, apesar da publicidade do processo, o nome da vítima, Nilza Moura, de 64 anos, deve ser mantido sob sigilo conforme a Lei Maria da Penha.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em 4 de maio de 2026, na residência do casal. Jackson é acusado de asfixiar a esposa com uma braçadeira de nylon, do tipo enforca-gato, enquanto ela dormia.

A acusação aponta que o réu enterrou o corpo no quintal de outro imóvel da vítima, também no bairro Parque Cuiabá. Para isso, ele teria contratado um serviço de escavação alegando que construiria uma fossa.

O homem também é acusado de comunicação falsa de crime, pois teria registrado o desaparecimento da esposa para tentar enganar as investigações. Ele responde por feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.

Jackson permanece em prisão preventiva após a Justiça decidir, em julho, que havia indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso fosse analisado pelo Conselho de Sentença.

O Ministério Público sustenta que a vítima não teve chance de defesa e pede a fixação de um valor mínimo para reparação de danos aos familiares da mulher.

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