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Defensor aciona CNJ contra juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá

Bruno Cury de Moraes questiona conduta de magistrada durante júri popular ocorrido em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Defensor aciona CNJ contra juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá

O defensor público de Mato Grosso, Bruno Cury de Moraes, apresentou uma reclamação disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. A ação aponta supostas irregularidades cometidas durante um júri popular.

O caso aconteceu no dia 17 de setembro de 2026, enquanto o defensor atuava na defesa de um homem suspeito de tentativa de homicídio. Bruno Cury sustentava que a revelia do réu, não localizado pelo Judiciário há dois anos, deveria ser anulada por falta de esgotamento das tentativas de busca.

Durante a sessão, a juíza Monica Perri suspendeu o julgamento e ausentou-se do recinto por mais de duas horas. De acordo com a denúncia, a magistrada teria utilizado esse período para analisar imagens do circuito interno do Fórum para verificar se o defensor havia se encontrado com o réu.

O defensor afirma que, na realidade, ele havia atendido antes da sessão uma mulher e seu filho, que respondia por tráfico de drogas e usava tornozeleira eletrônica, sem qualquer vínculo com o júri. Bruno Cury alega que o gabinete da juíza já havia confirmado que as pessoas eram diferentes.

Mesmo após a análise das imagens, a juíza negou o pedido de anulação da revelia e acusou o defensor de ter estado com o réu. Na mesma ocasião, o promotor de justiça também imputou ao defensor a prática de fraude processual.

A denúncia destaca que a ausência da juíza por duas horas e as acusações trocadas não foram registradas na ata do julgamento. Ao final, Monica Perri pediu desculpas ao defensor, mas não explicou a razão do pedido.

O defensor ressaltou que o réu, considerado foragido, atendeu a uma ligação do juízo em poucos minutos durante a sessão. O CNJ ainda não se manifestou, e Bruno Cury pretende acionar o promotor de justiça no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

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