Servidores da Saúde de Cuiabá podem perder adicional de insalubridade
Novo laudo técnico da Secretaria Municipal de Saúde impacta 313 profissionais em Mato Grosso.

Um novo resultado de reavaliação técnica na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, Mato Grosso, pode retirar o adicional de insalubridade de 313 servidores. A análise, publicada na Gazeta Municipal nesta terça-feira (3), reexaminou 373 matrículas que anteriormente tinham percentual zero, mantendo a ausência do benefício para a maioria.
Do grupo afetado, 172 profissionais recebem atualmente 40% e 141 recebem 20%. Outros 24 servidores podem ter a redução de 40% para 20%, enquanto sete permanecem no patamar de 20%. Há ainda 29 servidores da Coordenadoria de Provimento e Remoção com a anotação de que o laudo técnico não se aplica, sem explicação sobre a manutenção dos pagamentos atuais.
Apenas 31 das 373 matrículas analisadas recuperaram o percentual de 20%. A maior concentração desses casos ocorreu na farmácia do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, com 14 nomes, seguida pelos Centros de Atenção Psicossocial e pelo núcleo de vigilância epidemiológica do mesmo hospital.
A lista de quem permanece sem o adicional inclui 36 servidores de UPAs, 51 da Gerência de Fiscalização e 29 da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica. Também seguem zerados profissionais da rede de frio e imunização, núcleos internos de regulação, comissão de doação de órgãos, controle de infecção hospitalar e serviço de controle químico.
A revisão foi conduzida pela Comissão Técnica Permanente de Saúde e Segurança do Trabalho para cumprir mandado de segurança coletivo e normas da própria Secretaria. O critério utilizado define como habitual a exposição igual ou superior à metade da carga horária semanal, baseando-se em lei complementar municipal de 2025 e norma federal.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá, Renaudt Tedesco, afirmou em setembro que a prefeitura utiliza parâmetros mais rigorosos que as normas técnicas. A administração municipal rebateu, alegando seguir a legislação, ordens judiciais e acordo com o Ministério Público para garantir um pagamento justo e transparente.
Os servidores têm até o dia 4 de janeiro para apresentar contestação via Portal do Cidadão ou Protocolo Geral da Secretaria. Até o fim do prazo de recurso ou julgamento definitivo, os pagamentos seguem nos valores atuais. Caso não haja manifestação, o novo enquadramento será definitivo na folha de pagamento.
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