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Justiça ordena reabertura de posto de fiscalização de madeira em Cuiabá, MT

Decisão judicial barra substituição de vistorias presenciais por sistemas eletrônicos para evitar retrocesso ambiental.

Por Redação VORA News
Justiça ordena reabertura de posto de fiscalização de madeira em Cuiabá, MT

A Justiça determinou a reabertura de um posto de fiscalização de madeira em Cuiabá, Mato Grosso. A medida visa impedir a redução da proteção ambiental no estado, após a substituição de vistorias científicas presenciais por operações por amostragem e mecanismos eletrônicos.

O juiz Emerson Luis Pereira Cajango afirmou que a interrupção total da fiscalização especializada em postos de triagem rodoviária facilita a circulação de matéria-prima florestal extraída ilegalmente. Para o magistrado, a extinção da unidade representa uma diminuição real da proteção ambiental.

A decisão ocorre após o fechamento do posto em maio deste ano, motivado pela Lei Complementar Estadual nº 843/2026. Esta norma extinguiu o Certificado de Identificação de Madeira (CIM) e implementou a fiscalização baseada em inteligência e critérios de risco.

O promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel, da 16ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital, argumentou que esta é a quinta tentativa do Estado de enfraquecer o sistema de combate à madeira ilegal. Ele destacou que não houve prova de que os novos métodos ofereçam a mesma segurança da fiscalização presencial.

O Ministério Público sustenta que a perícia xilológica feita por técnicos é a ferramenta principal para identificar fraudes, como o uso de espécies comuns para esconder madeiras nobres ou protegidas. Segundo o órgão, a conferência apenas documental não garante a correspondência real da carga.

Desde 2013, cinco iniciativas legislativas tentaram reduzir o controle técnico do Indea-MT. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso já havia barrado alterações semelhantes anteriormente, aplicando o princípio da vedação ao retrocesso ambiental.

A liminar estabelece multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, com limite de R$ 100 mil. O Ministério Público acompanhará a recomposição da estrutura do posto enquanto a ação segue para julgamento definitivo.

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