Gaeco investiga diretora da Câmara de Várzea Grande por guarda de gravações
Servidora é suspeita de gerir contratos e armazenar arquivos usados para pressionar parlamentares em Mato Grosso.

A secretária e diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inhan, é alvo da Operação Cathedra Venalis em Mato Grosso. A ação, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) em 20 de outubro, cumpriu 30 mandados de busca e apreensão.
Investigações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso indicam que a servidora era pessoa de confiança do presidente do Legislativo, vereador Wanderley Cerqueira. Ela teria centralizado a gestão de contratos públicos e a guarda de dispositivos eletrônicos com gravações secretas.
De acordo com depoimentos de testemunhas, Lorineide exercia função estratégica na administração da Casa de Leis. A servidora é apontada como responsável por arquivos digitais que registravam conversas de vereadores sobre supostos pagamentos de vantagens indevidas.
O Ministério Público apura que esses áudios e vídeos eram utilizados como coerção política. O objetivo seria garantir a fidelidade de votos para a Mesa Diretora e evitar ações de fiscalização no Legislativo.
Uma testemunha protegida afirmou que parte das gravações poderia estar em equipamentos de Lorineide, além de indicar locais onde teriam ocorrido os pagamentos. Por isso, o Núcleo de Juízo de Garantias autorizou buscas pessoais, veiculares e domiciliares na residência da servidora.
A Justiça também determinou o afastamento do sigilo telemático para acesso a conteúdos virtuais. O material apreendido passará por extração e perícia técnica realizada pela Subcoordenadoria de Tecnologia e Informação do Gaeco.
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