Processamento de algodão chega a 80% em Mato Grosso e plantio da soja avança
Usinas operam em capacidade máxima enquanto produtores focam no vazio sanitário e na nova safra de grãos.

Mato Grosso passa por um período de transição agrícola entre o fechamento do ciclo do algodão e o começo da semeadura da soja. Entre o final de setembro e o início de outubro, as atividades se dividiram entre o processamento nas usinas e a preparação das áreas, conforme monitoramento do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Com a colheita totalmente finalizada nos talhões do estado, as unidades processadoras trabalham em capacidade máxima. O beneficiamento da pluma apresenta índices entre 45% e 80% do volume colhido, com avaliações positivas sobre a qualidade da fibra e o rendimento industrial.
Nas propriedades rurais, o foco está na defesa sanitária e no cumprimento do vazio sanitário. Estão sendo realizadas a destruição de soqueiras, a catação de rolinhos remanescentes e a instalação de tubos mata-bicudo (TMB) e armadilhas.
Essas medidas visam eliminar restos culturais para evitar a proliferação do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), principal praga da cultura, visando proteger a produtividade do próximo ciclo.
Paralelamente, a volta das chuvas impulsionou o plantio da soja 2026/27 em Mato Grosso. A semeadura da oleaginosa já atingiu 10,23% da área prevista, com ritmo mais acelerado na região Oeste, onde o índice chegou a 18,4%.
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