Gaeco investiga esquema de chantagem e pagamentos em Várzea Grande, MT
Relatório aponta que secretária da Câmara guardava gravações para pressionar vereadores em troca de apoio político.

A Operação Cathedra Venalis, conduzida pelo Gaeco, investiga denúncias de chantagem e corrupção na Câmara de Várzea Grande, em Mato Grosso. O vereador Caio Cordeiro, em depoimento, afirmou que a secretária da Casa, Lorineide Aparecida Trindade Inhan, atuava como pessoa de confiança do presidente Wanderley Cerqueira e guardava gravações de conversas entre parlamentares.
De acordo com o relato, as gravações eram usadas para pressionar e chantagear vereadores para garantir apoio político. Cordeiro declarou ainda que Wanderley Cerqueira não assinava contratos ou negociações sem a intermediação de Lorineide, e que o presidente da Câmara mantinha sacolas de dinheiro em um escritório na casa de sua mãe.
O vereador Caio Cordeiro relatou ter sido ameaçado com a divulgação de um vídeo em que recebia dinheiro e afirmou que Wanderley ofereceu R$ 100 mil por seu voto na eleição da Mesa Diretora. O inquérito também inclui o depoimento de uma testemunha anônima sobre a existência de um pagamento mensal de R$ 10 mil a vereadores, denominado mensalinho.
Outra suspeita mencionada no depoimento de Cordeiro é que Wanderley teria recebido R$ 200 mil de uma empresa de transporte para manutenção de sua base política. O parlamentar ressaltou, contudo, que não possui provas de que outros vereadores recebiam os pagamentos mensais citados.
A operação mobilizou mais de 200 agentes do Ministério Público de Mato Grosso, polícias Civil, Militar, Penal e do Sistema Socioeducativo. Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, com foco em 15 vereadores, sendo 13 de Várzea Grande e dois de Cuiabá.
Entre os parlamentares de Várzea Grande citados estão Cilcinho, Braz Jaciro, Alessandro Moreira, Wender Madureira, Sargento Galibert, Dr. Miguel Júnior, Lucélia Oliveira, Kleberton Feitoza, Raul Curvo, Enfermeiro Emerson e Gisa Barros. As suspeitas permanecem sob investigação e não comprovam a responsabilidade criminal dos envolvidos.
Mais notícias de Várzea Grande ›
Mais notícias de Mato Grosso
- Pouco convincente
- Lei Seca nas eleições: TRE-MT proíbe venda e consumo de álcool em MT no domingo
- TJ-MT quer pagar indenização para servidores se aposentarem
- Parque Tia Nair e Praça da Mandioca viram patrimônios históricos de Cuiabá
- Trabalhador de Cuiabá mostra documento de aposta de R$ 500 e garante vitória de Lula; veja vídeo
- Padre exalta democracia como valor universal e convoca fiéis para o 2º turno