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Política

Operação investiga pagamento de mensalinho em Várzea Grande, MT

Esquema de corrupção teria sido usado para garantir a reeleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal.

Por Redação VORA News
Operação investiga pagamento de mensalinho em Várzea Grande, MT

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Cathedra Venalis para investigar um suposto esquema de corrupção em Várzea Grande, Mato Grosso. A investigação aponta que pagamentos mensais de R$ 10 mil a vereadores teriam sido utilizados para assegurar a reeleição de Wanderley Cerqueira (MDB) como presidente da Câmara Municipal.

De acordo com a representação criminal, o grupo também oferecia cargos na Mesa Diretora com remuneração total de R$ 7,5 mil por pessoa, somando salário e verba indenizatória. A articulação envolveria agentes políticos, como o ex-vice-prefeito Tião da Zaeli, e pessoas com interesses econômicos.

Uma testemunha relatou que os valores do mensalinho, oriundos de contratos de mídia e indicações na Câmara, eram entregues na casa da mãe de um vereador ou por Samyr Japonês (PL), secretário da Casa, em um veículo blindado. O depoimento menciona ainda que a cooptação de apoios ocorria no escritório de Wanderley Cerqueira, onde vereadores teriam sido gravados clandestinamente.

A investigação detalha que, em uma reunião de virada de ano na chácara do vereador Dr. Miguel (Cidadania), foram deliberados os apoios à eleição da presidência e assinadas cartas de renúncia. Tais documentos e as gravações seriam usados para pressão política, constrangimento e extorsão para garantir os votos necessários.

A operação teve como alvos 13 vereadores de Várzea Grande, dois de Cuiabá e dois servidores da Câmara Municipal. Entre os parlamentares citados estão Wanderley Cerqueira, Gisa Barros, Rogerinho Dakar, Cilço da Cruz, Braz Jaciro, Alessandro Moreira, Wender Madureira, Sargento Galibert, Dr. Miguel, Lucélia Oliveira, Kleberton Feitoza, Raul Curvo e Enfermeiro Emerson.

Os servidores investigados são a diretora financeira da Câmara, Lorineide, e o secretário legislativo e suplente, Samir Katumata (PL).

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