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Operação Acerto de Contas detalha movimentações financeiras no TCE-MT em Cuiabá

Investigação aponta circulação de recursos entre pessoas ligadas ao Tribunal de Contas de Mato Grosso e fornecedores.

Por Redação VORA News
Operação Acerto de Contas detalha movimentações financeiras no TCE-MT em Cuiabá

A Operação Acerto de Contas, deflagrada nesta quinta-feira (29) em Cuiabá, investiga pagamentos e saques vinculados ao Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). A ação baseia-se em decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que cita 21 pessoas envolvidas em um esquema de movimentações financeiras.

Grhegory Paiva Pires Moreira Maia apresenta a maior cifra atribuída, somando R$ 32,3 milhões, sendo R$ 31,6 milhões via ordens bancárias avulsas. O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, possui R$ 15,4 milhões em créditos e R$ 15,6 milhões em saques, valores que a decisão orienta não somar por poderem ser etapas de uma mesma operação.

Outros nomes citados incluem Gustavo Fernandes da Silva, com R$ 15,8 milhões, e o assessor jurídico Felipe José Glinke, com R$ 9,9 milhões. Entre os conselheiros, Guilherme Antônio Maluf aparece com R$ 10,6 milhões e José Carlos Novelli com R$ 8,8 milhões.

A investigação aponta que recursos de empresas contratadas pelo órgão teriam circulado entre pessoas ligadas ao Tribunal, sob a hipótese de favorecimento de fornecedores em troca de dinheiro. A Polícia Federal identificou 1.624 pagamentos feitos em 2024 para 94 pessoas jurídicas, além de saques fracionados e em espécie.

Seis investigados tiveram a prisão preventiva decretada por integrarem o núcleo operacional, com funções de comando e movimentação financeira. Outras 15 pessoas sofreram medidas cautelares, incluindo afastamento de funções, proibição de acessar sistemas do Tribunal e impedimento de deixar o país.

A decisão judicial determina que o TCE-MT preserve e-mails, imagens de segurança e registros de pagamentos. A cooperativa Sicoob também deve informar saques ou provisionamentos em espécie acima de R$ 10 mil.

Com a prisão de Sérgio Ricardo, a presidência do TCE-MT foi assumida pelo vice-presidente Waldir Teiss. O órgão retomará as atividades na próxima terça-feira, enquanto a investigação segue com perícias para esclarecer a origem e o destino dos recursos.

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