Augusto Cury critica Bolsa Família e propõe reformas no ensino médio em Cuiabá
Candidato à Presidência comparou a dependência do benefício social à Síndrome de Estocolmo e questionou a gestão do presidente Lula.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 24, em Cuiabá, o candidato à Presidência da República, Augusto Cury, criticou a estrutura do programa Bolsa Família. O escritor e psiquiatra afirmou que o modelo de transferência de renda gera uma dependência comportamental semelhante à Síndrome de Estocolmo, fenômeno em que vítimas desenvolvem laços de afeto com seus agressores.
Cury argumentou que a configuração atual do benefício cria obstáculos para que milhões de cidadãos consigam a inserção produtiva. Para ilustrar a comparação psicológica, ele citou um caso de sequestro ocorrido na década de 70, no qual os reféns desenvolveram empatia pelos sequestradores em vez de denunciá-los.
O candidato direcionou críticas ao presidente Lula e a Flávio Bolsonaro, manifestando o desejo de chegar ao segundo turno das eleições. Cury afirmou que pretende questionar a atual gestão sobre os indicadores sociais e econômicos do país.
Sobre a imagem do presidente, Cury questionou a denominação de pai dos pobres, classificando-o como pai da pobreza. O candidato justificou a fala mencionando que 82% das famílias brasileiras encontram-se endividadas.
Além das críticas fiscais, Augusto Cury defendeu a reformulação do ensino médio no Brasil para reduzir o déficit de qualificação profissional. A proposta inclui a implementação de cursos técnicos focados em inteligência artificial, marketing digital e tecnologia da informação.
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