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Mato Grosso registra segundo início de safra mais seco em 27 anos

Déficit de chuvas atinge 66% do território estadual e gera alerta sobre a produtividade da soja.

Por Redação VORA News
Mato Grosso registra segundo início de safra mais seco em 27 anos

Entre 28 de setembro e 27 de outubro, Mato Grosso registrou média de 124 milímetros de chuva, volume 34% inferior aos 189 milímetros esperados. Em 66% da área do estado, a precipitação ficou mais de 25% abaixo da média histórica, com 22 dos 23 municípios avaliados apresentando índices inferiores ao padrão.

As regiões do Oeste, especialmente os Parecis, e o Médio-Norte concentram os maiores déficits. Campos de Júlio teve o menor volume da série histórica para o período, com 89 milímetros, 56% abaixo da média. Brasnorte, Comodoro e Sapezal registraram quedas de 54%, 52% e 47%, respectivamente, enquanto Lucas do Rio Verde teve déficit de 44%.

O Índice de Severidade de Seca (ISSE) atingiu média estadual de 0,60 na semana de 21 a 27 de outubro, o segundo maior valor histórico para esse intervalo. Nesse período, 52% do território foi classificado como moderadamente seco, com índices chegando a 0,69 no Sudeste e 0,68 no Centro-Sul.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, alerta que o avanço do plantio não garante a safra, pois lavouras semeadas precocemente já sentem a falta de umidade na fase reprodutiva. Ele ressalta que não se deve confundir a área plantada com a produção colhida, dada a incerteza sobre o potencial produtivo.

Chuvas ocorridas entre 28 de outubro e 1º de novembro trouxeram alívio parcial, mas a média de 28 milímetros permaneceu 22% abaixo do normal. Nas regiões do Médio-Norte e Oeste/Parecis, a precipitação continuou mais de 25% inferior ao padrão histórico.

Equipes da Aprosoja MT identificaram baixa umidade em lavouras de Sorriso, Gaúcha do Norte, Médio-Norte e Oeste. A entidade destaca que o clima seco pode dificultar o controle de pragas e plantas daninhas, o que pode elevar os custos de manejo.

Lucas Costa Beber afirma que, embora não esteja anunciando quebra de safra, é necessário cautela com as estimativas otimistas. Ele reforça que a situação em Mato Grosso, maior produtor de soja do país, impacta a oferta nacional e exige monitoramento responsável.

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