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STJ mantém afastamento de servidor investigado por propina em Cuiabá

Weverton Reyder Silva Ferreira é suspeito de cobrar vantagens indevidas para realizar remoções de funcionários na saúde bucal da capital de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
STJ mantém afastamento de servidor investigado por propina em Cuiabá

O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça, negou o recurso de Weverton Reyder Silva Ferreira. O servidor é investigado por concussão no programa de saúde bucal da Prefeitura de Cuiabá, em Mato Grosso, sob a suspeita de exigir dinheiro para efetuar remoções de servidores.

As investigações apontam que uma vítima teria sido cobrada em R$ 6.500, além de pagamentos mensais de R$ 3.500 durante a licença-maternidade. Outras servidoras relataram cobranças de R$ 400 e R$ 1.000, sendo este último valor repassado a Weverton e a outro investigado.

Diante de áudios e relatos, a Justiça determinou a quebra de sigilo de dados, a extração de informações e a busca e apreensão de aparelhos eletrônicos. A decisão também estabeleceu medidas cautelares e o afastamento de Weverton da função pública por 180 dias.

A defesa do investigado solicitou a anulação da busca ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e, posteriormente, ao STJ. Os argumentos incluíam a suposta quebra da cadeia de custódia de provas digitais, contradições no acórdão e a demora de quase seis anos no inquérito.

O ministro do STJ rejeitou as alegações, afirmando que a defesa apresentou argumentos genéricos e não provou a adulteração dos áudios ou a supressão de trechos. Sobre o prazo do processo, o magistrado considerou que a complexidade do caso e a presença de outros investigados justificam o tempo decorrido.

Com a decisão proferida em 21 de setembro, o STJ manteve a validade da busca e apreensão e de todas as provas dela derivadas. O inquérito segue em andamento.

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