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Justiça torna 11 pessoas rés por esquema de lavagem de dinheiro em Cuiabá

Decisão envolve apontado tesoureiro do Comando Vermelho, advogada e ex-assessor da Câmara Municipal em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Justiça torna 11 pessoas rés por esquema de lavagem de dinheiro em Cuiabá

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual e tornou 11 pessoas rés por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. A decisão ocorreu nesta segunda-feira, 19, como desdobramento da Operação Replay.

Entre os réus estão Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado como tesoureiro do Comando Vermelho no estado, a advogada e influenciadora Dayane Karol Moreira da Silva e o ex-assessor da Câmara de Cuiabá, Brunno Passos da Silva. Também integram a lista Thawany Nunes Silva de Bulhões, Alex Júnior Santos de Alencar, Emerson Ferreira Lima, Katani Adorno Bocardi, Ygor Henrique da Silva Martins, Anderson Alves de Sousa e Allan Xavier da Silva.

O magistrado considerou que a denúncia apresenta indícios de autoria e materialidade, determinando que os acusados apresentem resposta à acusação em dez dias. Na mesma decisão, o juiz acolheu o pedido de arquivamento das investigações contra outras sete pessoas, revogando a prisão preventiva de Aldemir de Assis Campos.

A Operação Replay, iniciada em 30 de julho, teve como alvo principal WT. De acordo com a Polícia Civil, ele exercia funções de comando financeiro e disciplinar da facção mesmo estando preso em ala de segurança máxima, orientando integrantes em liberdade e determinando a movimentação de recursos ilícitos.

A ação policial resultou em dez prisões preventivas e medidas cautelares contra 14 investigados em Mato Grosso, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 17,2 milhões, incluindo casas e apartamentos de alto padrão, terrenos e quatro veículos.

Do montante bloqueado, R$ 15,324 milhões referem-se a ativos financeiros. A Polícia Civil informou que esses valores foram identificados por meio de registros de contabilidade apreendidos durante as diligências.

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