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Política

STJ solicita novamente ao STF decisão sobre delação de ex-governador de MT

Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva busca documentos para analisar benefícios de Silval Barbosa em ação penal em Cuiabá

Por Redação VORA News
STJ solicita novamente ao STF decisão sobre delação de ex-governador de MT

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), enviou nesta quinta-feira, 5, um novo ofício ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento solicita a cópia da decisão que homologou a delação premiada do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, além de informações sobre o cumprimento do acordo.

Esta é a segunda vez que o pedido é feito, com um intervalo de 42 dias desde a primeira solicitação, ocorrida em setembro. O ministro Cueva afirma que a prova da homologação e o status do acordo são pressupostos indispensáveis para avaliar a validade do ajuste e a possibilidade de redução ou substituição de pena.

A necessidade dos documentos foi apontada pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão informou que, embora existam no processo os acordos de Pedro Nadaf e Rafael Yamada Torres, no caso de Silval Barbosa constam apenas o termo de colaboração e o Anexo 35, mas falta a decisão do STF.

O processo apura o suposto recebimento de R$ 3,35 milhões em propina entre 2012 e 2014, envolvendo o Grupo Trimec. O valor seria uma contrapartida para a indicação da empresa em uma obra de acesso entre a Estrada da Guia, em Cuiabá, e uma unidade industrial do Grupo Votorantim.

Paralelamente, o STF discute o cumprimento financeiro da delação assinada em 2017. O acordo previa a indenização de R$ 70 milhões, dos quais R$ 46,6 milhões foram entregues em bens. A Procuradoria-Geral da República (PGR) calcula que a dívida restante, com juros e multa, soma R$ 32,6 milhões.

A defesa de Silval Barbosa propôs a quitação do saldo com imóveis e parcelas em dinheiro, mas as propostas foram rejeitadas pela PGR em setembro. O ministro Toffoli é o responsável por definir a questão, após a PGR sustentar que a boa-fé do ex-governador não elimina os encargos financeiros.

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