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Política

Eleições em Mato Grosso registram alta concentração de votos em poucos nomes

Analista político aponta que reconhecimento prévio e discursos claros favoreceram candidatos eleitos em MT.

Por Redação VORA News
Eleições em Mato Grosso registram alta concentração de votos em poucos nomes

As eleições recentes em Mato Grosso foram marcadas por uma das maiores concentrações de votos da história do estado nos principais cargos. O governador reeleito Otaviano Piveta, do Republicanos, obteve 60,77% dos votos válidos. Para o Senado, Mauro Mendes, do União, alcançou 33,21% e José Medeiros, do PL, somou 27,35%, totalizando mais de 2,1 milhões de votos entre os dois eleitos.

O fenômeno também ocorreu nas disputas proporcionais. Na Câmara dos Deputados, cinco dos oito eleitos por MT receberam mais de 100 mil votos, concentrando cerca de 40% da votação total. A Coronel Fernanda, do PL, liderou a disputa com aproximadamente 205 mil votos. Já na Assembleia Legislativa, dez dos 24 eleitos ultrapassaram a marca de 50 mil votos, com Max Russi, do Podemos, sendo o mais votado.

O analista político João Edisom de Souza explica que a concentração ocorreu porque os candidatos já eram conhecidos antes do início da campanha e possuem identidades compreensíveis. Segundo ele, nomes como Mauro Mendes e Pivetta são associados à continuidade administrativa e setores produtivos, enquanto Max Russi une estrutura parlamentar e capilaridade municipal.

Outro ponto destacado pelo analista é a representação de pautas reconhecíveis, como segurança, agronegócio e conservadorismo. Ele cita que Coronel Fernanda e Zé Medeiros possuem posicionamento conservador definido, enquanto Rosa Neide e Lúdio têm identificação clara com a esquerda. Edisom afirma que candidatos que tentam representar todos os grupos podem ter dificuldade em criar identificação com segmentos específicos.

O perfil conservador do eleitorado de Mato Grosso também teria impulsionado esses resultados, refletido nos 65,18% de votos que Flávio Bolsonaro, do PL, recebeu no estado para a presidência. Esse comportamento teria beneficiado nomes como Pivetta e Coronel Fernanda nas disputas estaduais.

Por fim, o analista aponta que a transformação de nomes em marcas, a existência de redes de confiança com lideranças locais e a simplicidade do discurso ajudaram na votação. A trajetória política e a experiência em mandatos anteriores também reduziram a falta de informação do eleitor, facilitando a avaliação dos candidatos.

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