Mauro Mendes enfrentará dilema político no Senado em Mato Grosso
Senador eleito precisará escolher entre aliado partidário e candidato da direita para a Mesa Diretora.

O ex-governador de Mato Grosso e senador eleito Mauro Mendes, do União Brasil, terá um desafio político logo no início de seu mandato em 1º de fevereiro de 2027. Na eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/28, ele precisará decidir entre o voto na reeleição de Davi Alcolumbre, seu colega de partido, ou em Rogério Marinho, do PL.
A escolha é complexa pois Mendes demonstrou alinhamento com pautas da direita durante a campanha, incluindo a defesa do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) caso haja prova de ilícitos. Além disso, seu primeiro suplente, Cidinho Santos, possui proximidade com a família Bolsonaro e com Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
Se optar por Rogério Marinho, o senador pode gerar desgaste com a ala governista, com setores do STF e contrariar os interesses do próprio partido. Já a escolha por Alcolumbre deve provocar questionamentos de aliados da direita que articulam a candidatura do senador do PL.
A direita ampliou sua bancada no Senado para aproximadamente 50 das 81 cadeiras, tendo eleito 33 senadores. Esse cenário torna a disputa pela presidência da Casa um teste de articulação política no Congresso Nacional.
Mauro Mendes não participou da reunião realizada na última quarta-feira, em Brasília, que lançou Marinho à presidência. Representando o estado de Mato Grosso no encontro, estiveram presentes José Medeiros, Wellington Fagundes e o primeiro suplente Odílio Balbinotti, todos do PL.
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