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Política

Mauro Mendes defende flexibilidade de jornada de trabalho em Cuiabá

Senador eleito afirma que lei contra escala 6x1 deve ser cumprida, mas sugere remuneração por hora.

Por Redação VORA News
Mauro Mendes defende flexibilidade de jornada de trabalho em Cuiabá

O senador eleito Mauro Mendes afirmou, em Cuiabá, que a Emenda Constitucional que extingue a escala 6x1 terá que ser cumprida. A nova regra, promulgada como Emenda Constitucional nº 141, estabelece a partir de 16 de dezembro a jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso, reduzindo a carga semanal de 44 para 42 horas, com previsão de queda para 40 horas em dezembro de 2027.

Apesar de reconhecer a lei, Mendes defendeu que a legislação permita jornadas mais longas para quem desejar trabalhar mais. Ele rebateu críticas sobre declarações anteriores ao citar que já trabalhou 16 horas por dia em diversas ocasiões e que, na última semana, manteve uma rotina de aproximadamente 12 horas diárias.

O senador eleito sugeriu a implantação de remuneração por hora no Brasil, alegando que o modelo traria melhores resultados para as empresas e permitiria que o trabalhador ganhasse mais, sem gerar prejuízos. Para ele, a medida daria flexibilidade tanto para quem deseja trabalhar mais quanto para quem poderia atuar apenas 4 horas.

Sobre o cenário econômico em Mato Grosso, Mendes classificou a falta de mão de obra como um problema grave, descrevendo a situação como um caos. Ele afirmou que a redução da jornada pode agravar a escassez de trabalhadores, resultando em atrasos em obras públicas e privadas, além de desabastecimento e falta de pessoal em supermercados.

Em relação às eleições presidenciais, Mauro Mendes previu a vitória de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva, com uma vantagem estimada entre 4 e 5 pontos percentuais. O senador eleito criticou a atuação do PT nos últimos 20 anos, afirmando que o partido frustrou a população brasileira ao vender ilusões.

Questionado sobre a possibilidade de assumir um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Mendes classificou a informação como especulação e disse que não houve conversas oficiais sobre o assunto até o momento.

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