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Política

Max Russi nega transferência de verbas da ALMT para o TCE em Cuiabá

Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso contesta relatório da Polícia Federal sobre emendas orçamentárias.

Por Redação VORA News
Max Russi nega transferência de verbas da ALMT para o TCE em Cuiabá

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, negou em Cuiabá que o Parlamento tenha transferido recursos diretamente ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). A declaração ocorreu em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, dia 4, após a Polícia Federal identificar R$ 112,3 milhões em emendas de lideranças partidárias para o órgão entre 2025 e 2026.

De acordo com o relatório da Polícia Federal enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), foram detectados R$ 50 milhões em emendas para 2025 e R$ 62,3 milhões para 2026. A investigação aponta que mais de R$ 72 milhões desse montante teriam sido destinados a despesas de natureza indenizatória.

Max Russi explicou que os valores foram incluídos via emendas legislativas à Lei Orçamentária Anual (LOA) para ajustar a previsão orçamentária de órgãos autônomos. O parlamentar afirmou que não há repasse direto da Assembleia ao Tribunal, mas sim ajustes orçamentários que são formalizados e depois repassados mensalmente pelo Executivo através do duodécimo.

O deputado detalhou que a mesma dinâmica foi aplicada a outras instituições. Para 2026, citou emendas de R$ 200 milhões para o Tribunal de Justiça, R$ 61 milhões para o Ministério Público, R$ 32 milhões para a Defensoria Pública e R$ 200 milhões para a saúde pública.

Sobre a aplicação do dinheiro, Russi declarou que a emenda não define finalidades específicas, como pagamento de servidores ou verbas indenizatórias, cabendo ao próprio órgão decidir a utilização conforme a necessidade. Ele defendeu a legalidade do processo, que afirma ocorrer desde 2021.

A Polícia Federal informou que a dinâmica de incorporação desses recursos ao orçamento do TCE-MT ainda requer aprofundamento. A investigação busca apurar suspeitas de irregularidades financeiras e pagamentos envolvendo servidores e integrantes da Corte de Contas.

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