Operação do Gaeco sobre compra de votos gera discussão em Câmara de Várzea Grande
Investigação envolve 15 parlamentares e apura irregularidades na eleição da Mesa Diretora em Mato Grosso.

Uma discussão entre o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), e o vice-presidente, Bruno Rios (PL), ocorreu durante a abertura da sessão desta terça-feira (20), em Mato Grosso. O desentendimento aconteceu poucas horas após o Gaeco deflagrar uma operação para investigar a suspeita de compra de votos na eleição da Mesa Diretora do Legislativo municipal.
Durante o conflito, Bruno Rios afirmou ser responsável por seus próprios atos e não pelos de terceiros. Em outro momento, foram registradas frases como Você vai me pagar e Você vai saber na hora certa, embora o contexto completo dessas falas ainda não tenha sido confirmado. Não há confirmação de que a briga tenha sido motivada diretamente pela ação policial.
A operação do Gaeco expediu 30 ordens judiciais, com foco em mandados de busca e apreensão, sem a emissão de prisões nesta etapa. A investigação foca em possíveis irregularidades na votação de 14 de maio, que reconduziu Wanderley Cerqueira à presidência com 12 votos contra 11. O STF já havia anulado a eleição para o biênio 2027-2028 por considerar irregular a antecipação do pleito.
Ao todo, 15 parlamentares são alvos da investigação. Em Várzea Grande, além de Wanderley Cerqueira, estão incluídos os vereadores Gisa Barros, Rogerinho Dakar, Cilço da Cruz, Braz Jaciro, Alecsand Moreira, Wender Silva, Denival Galibert, Miguel Junior, Lucélia Oliveira, Kleberton Feitoza, Raul Coelho Curvo e Emerson César.
A ação também atingiu os vereadores Ilde Taques e Alex Rodrigues, em Cuiabá, além dos servidores Samir Katumata, secretário legislativo, e Lorineide Inhan, diretora financeira da Câmara. A inclusão dos nomes na operação não significa a comprovação de envolvimento em crimes.
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