Mato Grosso foca em vazio sanitário do algodão e plantio da soja
Produtores intensificam manejo pós-colheita para conter pragas enquanto a nova safra de grãos avança no estado.

Com o encerramento da colheita do algodão em Mato Grosso, o setor produtivo direcionou a atenção para as medidas de proteção sanitária durante a entressafra. Entre os dias 4 e 10 de outubro, agricultores intensificaram a preparação das áreas para o vazio sanitário, conforme relatório do Instituto Mato-grossense do Algodão, vinculado à Ampa e ao Imea.
O foco atual nas lavouras é a eliminação de restos culturais. O processo envolve a destruição de soqueiras, a retirada de rolinhos remanescentes e o controle de plantas voluntárias, etapas consideradas essenciais para diminuir os riscos fitossanitários entre as safras.
Para evitar a propagação do bicudo-do-algodoeiro, as equipes reforçaram a instalação de tubos mata-bicudo e armadilhas nas bordas dos talhões. O objetivo é extinguir focos da praga e manter a sanidade das áreas para os ciclos seguintes.
Simultaneamente ao manejo do algodão, o plantio da soja para a safra 2026/2027 teve avanço em Mato Grosso. As algodoeiras, por sua vez, seguem com o processamento final da pluma.
Apesar do ritmo da semeadura, a distribuição irregular das chuvas em algumas localidades exige que os produtores acompanhem de perto o desenvolvimento das lavouras de soja.
O estado vive agora a transição entre ciclos agrícolas, momento que demanda cuidado tanto com o manejo fitossanitário do algodão quanto com as condições da nova safra de grãos.
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