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Santuário em Chapada dos Guimarães analisa convivência de elefante macho

Instituição discute desafios do comportamento de machos e a adaptação do elefante Sandro em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Santuário em Chapada dos Guimarães analisa convivência de elefante macho

O elefante Sandro, que viveu mais de 40 anos em zoológico, passa por um processo de adaptação no Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso. O animal, que chegou ao estado em setembro, é atualmente o último macho de sua espécie em cativeiro na América do Sul.

O santuário discute a possibilidade de convivência entre machos, ressaltando que a prática é desafiadora em cativeiros devido ao musth. Essa fase do ciclo hormonal pode tornar os animais agressivos, levando algumas instituições a isolarem, restringirem a circulação ou até acorrentarem os machos.

A organização defende que cada animal deve ser observado individualmente, pois nem todo macho é agressivo ou incapaz de compartilhar espaços. O santuário afirma que permitiria a convivência entre machos caso houvesse interesse mútuo e condições adequadas, citando como exemplo o zoológico de Denver, nos Estados Unidos.

A instituição critica a tendência de tratar elefantes machos apenas como reprodutores, ignorando suas necessidades sociais. No caso de Sandro, a morte de Tamy, que vivia na Argentina, eliminou a chance de contato físico com outro macho da espécie.

Atualmente, Sandro divide o espaço com seis fêmeas que ficam em um recinto separado. O elefante tem demonstrado interesse em permanecer no pátio que permite o contato visual com as fêmeas, além de utilizar áreas com grama e árvores.

Recentemente, a equipe de cuidadores registrou a primeira interação sonora do animal. Na última quinta-feira, dia 29, Sandro respondeu com um ronco grave e baixo às vocalizações das elefantas Maia e Bambi durante a entrega de petiscos noturnos.

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