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Justiça determina leilão de Porsche ligado a ex-deputado em Cuiabá

Veículo sob bloqueio há oito anos teria sido comprado com recursos desviados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Justiça determina leilão de Porsche ligado a ex-deputado em Cuiabá

A Justiça de Mato Grosso autorizou o leilão antecipado de um Porsche Cayenne S, ano 2011, em Cuiabá. O automóvel é alvo de investigação criminal no âmbito da Operação Ventríloquo, que apura um esquema de corrupção envolvendo o ex-deputado estadual Mauro Savi e outros acusados.

A decisão, assinada em 5 de outubro pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou a devolução do carro. O veículo está registrado em nome de Leila Clementina Sinigaglia Daroit, mas o Ministério Público de Mato Grosso afirma que Mauro Savi usou cerca de R$ 208 mil de recursos desviados da Assembleia Legislativa para a compra.

As investigações apontaram a existência de três cheques, nos valores de R$ 28 mil, R$ 90,5 mil e R$ 90 mil, depositados na conta do vendedor. O Ministério Público sustenta que o carro foi transferido para o nome de Leila para ocultar a origem do dinheiro.

Embora Leila tenha firmado um Acordo de Não Persecução Penal e pago R$ 20 mil, a magistrada considerou que isso não comprova a licitude dos recursos da compra. Como o veículo está bloqueado desde fevereiro de 2018 e perde valor com o tempo, a venda antecipada foi autorizada para preservar o valor econômico do bem.

A 7ª Vara Criminal de Cuiabá será a responsável por avaliar o automóvel e organizar o leilão, preferencialmente eletrônico. O montante arrecadado ficará depositado em conta judicial até que a destinação final seja definida.

A Operação Ventríloquo investigou o desvio de aproximadamente R$ 9,48 milhões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso entre fevereiro e abril de 2014. Em 2016, o Ministério Público denunciou Mauro Savi, Romoaldo Júnior, Gilmar Fabris e outras nove pessoas por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A desembargadora ressaltou que o leilão antecipado não configura confisco definitivo nem condenação dos investigados. O processo criminal segue em andamento contra os demais acusados.

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