Candidata a conselho de arquitetura é alvo de operação do Gaeco em Sinop
Arquiteta investigada por corrupção em obras disputa vaga no CAU-MT em eleição realizada nesta quinta-feira.

A arquiteta Grazielly Stolarski Lima, que concorre a uma vaga de conselheira titular do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso (CAU-MT), tornou-se alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Mãos à Obra. A ação foi deflagrada na quarta-feira, dia 28, pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, em Sinop.
A investigação apura a suspeita de pagamento de propinas a servidores da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop para a liberação de empreendimentos imobiliários e obras. Grazielly, que integra a Chapa 1 na disputa eleitoral do conselho, afirma trabalhar na referida secretaria municipal.
De acordo com a promotora Roberta Cheregati Sanches, da 4ª Promotoria Criminal de Sinop, o esquema envolvia a intermediação de vantagens indevidas para acelerar processos, emitir pareceres e evitar vistorias em canteiros. O Gaeco aponta que uma única construtora teria pago ao menos R$ 2,5 milhões em propinas e possuiria 106 imóveis com certidões de habite-se fraudulentas.
Embora Grazielly seja alvo de mandado de busca e apreensão, ela não está entre as cinco pessoas presas preventivamente. O Ministério Público não detalhou a participação da arquiteta nos fatos investigados, que teriam ocorrido entre 2017 e 2026.
A operação resultou na prisão de cinco pessoas, no afastamento de seis agentes públicos e no bloqueio de R$ 80 milhões de um grupo de investigados. A Justiça também determinou o sequestro de até R$ 3 milhões de cada um dos demais envolvidos e suspendeu as atividades de uma empresa.
A eleição para o CAU-MT ocorre nesta quinta-feira, dia 5, de forma online e obrigatória para profissionais com registro ativo. O calendário permite que qualquer arquiteto registrado apresente denúncias à Comissão Eleitoral até a data da votação.
O Gaeco ressaltou que as investigações seguem em andamento e que as medidas cautelares não comprovam responsabilidade criminal, sendo garantidos aos investigados a presunção de inocência e a ampla defesa.
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