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Justiça mantém afastamento de Dilceu Rossato da gestão do Grupo Safras em Sinop

Desembargador do TJMT negou pedido para retomar controle de negócios em processo de recuperação judicial.

Por Redação VORA News
Justiça mantém afastamento de Dilceu Rossato da gestão do Grupo Safras em Sinop

O desembargador Hélio Nishiyama, da Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou o pedido de Dilceu Rossato e Pedro de Moraes Filho para retomar a gestão de seus negócios e da Safras Armazéns Gerais. A decisão mantém a ordem da 4ª Vara Cível de Sinop, que entregou a administração provisória à AJ1 Administração Judicial.

O afastamento dos gestores foi determinado por credores em assembleia realizada no dia 11 de setembro. Na ocasião, também foram afastados Cátia Regina Randon e Stella Mari Bonatto Moraes. Os credores rejeitaram o interventor judicial anterior e escolheram a Tauá Partners para a gestão interina das pessoas físicas, enquanto a AJ1 foi definida para a Safras Armazéns Gerais.

A gestão da Tauá Partners não foi implementada pelo juiz de Sinop por considerar a proposta incompleta e o prazo reduzido. Por isso, a AJ1 assumiu temporariamente a administração das quatro pessoas físicas e da armazenadora, com a obrigação de realizar apenas atos ordinários e manter os patrimônios separados.

Rossato e Moraes Filho alegaram que, se os votos do fundo Bravano e da securitizadora FlowInvest fossem excluídos, a proposta de suspender a assembleia teria sido aprovada. Eles argumentaram que a troca frequente de comando em curto período geraria riscos e despesas às operações.

Ao rejeitar o recurso, o desembargador Nishiyama afirmou que a contagem de votos em cenários alternativos foi uma medida de prudência e que a exclusão de credoras depende de provas. O magistrado destacou que a gestão provisória é limitada e que suspender a ordem prejudicaria a coletividade de credores e as unidades produtivas.

A decisão de primeira instância devolveu a gestão a Luiz Eduardo Randon Rossato, Renan Alesy Morais e Caroline Randon Rossato Morais. Já a Safras Agroindústria, a Safras Indústria e Comércio de Biocombustíveis e a Armazéns e Cerealista Guarita permanecem sob intervenção judicial.

A decisão do TJMT é liminar e aguarda a manifestação do Ministério Público e a resposta de Bravano e FlowInvest. A assembleia de credores para deliberar sobre as demais empresas e pautas pendentes ocorre nesta sexta-feira, dia 9.

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