Governo de Mato Grosso soma 148 exonerações com cortes na MTPar em Cuiabá
Medidas de reestruturação administrativa lideradas pelo governador Otaviano Pivetta visam economia anual de até R$ 1 bilhão.

O plano de reestruturação do Governo de Mato Grosso, conduzido em Cuiabá, resultou na dispensa de oito servidores da MT Participações e Projetos S.A. (MTPar). A medida, oficializada pelo diretor-presidente Wener Santos, atingiu cargos de análise de projetos, assessoria e chefia, elevando para 148 o total de exonerações no estado em apenas uma semana.
Entre os desligados na MTPar estão Leandro Reyes Teixeira de Souza, Fanny Virginia de Oliveira e Oliveira Silva, além dos analistas de projetos Feliphe Lucas Leite Morais, Messias dos Santos Souza, Paula Letícia Nogueira Santos e Renan Carlos Amancio da Silva. Também foram exonerados os analistas administrativos Marcos Gregory Fernandes dos Santos e Tayna Ribeiro Alves Guerra Araujo.
Outros órgãos também registraram cortes: a Empaer-MT teve três assessores especiais dispensados por Suelme Evangelista Fernandes, enquanto a Desenvolve MT cortou sete cargos por decisão de Rodrigo Ribeiro Verão. O maior volume ocorreu na terça-feira, dia 3, com 115 exonerações assinadas pelo governador Otaviano Pivetta e pelo secretário Eduardo Manciolli, com destaque para 34 saídas na Setasc e 21 na Educação.
Além dos cargos comissionados, 16 servidores efetivos foram demitidos após processos disciplinares confirmados pela Procuradoria-Geral do Estado. A lista inclui policiais penais, servidores da Educação, médicos, um técnico da Sema, um fiscal do Ipem e um analista socioeducativo, motivados por faltas injustificadas e abandono de cargo.
O governador Otaviano Pivetta busca economizar até R$ 1 bilhão anualmente através de uma reforma administrativa para reduzir a estrutura estatal. O plano é elaborado por um grupo de 10 técnicos de carreira e conta com a participação da vice-governadora eleita, Gisela Simona.
A reestruturação é vista como necessária para adequar os gastos públicos à realidade financeira de Mato Grosso, especialmente diante da transição do sistema tributário nacional. A substituição do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) pode causar perdas na arrecadação, exigindo novas estratégias para atrair investimentos em infraestrutura e logística.
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