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Mato Grosso

Prefeituras de Mato Grosso custearam 58,5% da alta complexidade em saúde

Estudo da CNM indica que municípios de MT investiram acima da média nacional em serviços especializados.

Por Redação VORA News
Prefeituras de Mato Grosso custearam 58,5% da alta complexidade em saúde

Municípios de Mato Grosso financiaram 58,5% das despesas hospitalares e ambulatoriais de média e alta complexidade com recursos próprios em 2025. O índice, que supera a média do Brasil, foi identificado em estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) sobre o impacto financeiro desses serviços nas cidades do estado.

A composição dos gastos em MT mostra que 39,9% das despesas foram cobertas por transferências de outros entes e 1,6% por recursos vinculados. Os custos próprios são originados majoritariamente por transferências de impostos e receitas tributárias.

A média e alta complexidade englobam atendimentos que demandam maior estrutura tecnológica e profissionais especializados, incluindo exames, procedimentos e consultas. A CNM afirma que a falta de reajustes regulares nos limites financeiros destinados a essa área reduziu a capacidade de custeio ao longo de vinte anos.

Para garantir a manutenção dos atendimentos à população, as prefeituras passaram a assumir uma fatia maior dos custos. Esse cenário impacta principalmente as cidades menores, que, no âmbito nacional, arcam com 54% dessas despesas com verbas próprias, contra 43% em cidades médias e 40% em grandes municípios.

Em relação aos gastos gerais com saúde, 141 municípios de Mato Grosso que enviaram dados ao Siops aplicaram, em média, 23,3% de suas receitas no setor. O valor é 8,3 pontos percentuais superior ao mínimo de 15% exigido pela Constituição.

Todos os 141 municípios analisados no estado cumpriram o piso constitucional. A média de aplicação de recursos em saúde pelas prefeituras brasileiras foi de 22,2% no mesmo período.

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