Famato aponta falta de mão de obra para o agro em Mato Grosso
Presidente da federação destaca que crescimento da produção supera a oferta de trabalhadores no estado.

O setor agropecuário em Mato Grosso enfrenta dificuldades para preencher vagas de emprego, apesar da expansão da atividade econômica no estado. Vilmondes Tomain, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), afirmou que a oferta de profissionais não acompanha o ritmo de crescimento da produção.
De acordo com Tomain, a escassez de trabalhadores persiste mesmo com a vinda de profissionais de outros estados e a oferta de remunerações atrativas. O dirigente apontou a falta de moradia como um dos principais obstáculos para atrair e acolher quem busca oportunidades no campo.
Sobre a habitação, o presidente da Famato reconheceu que o Governo do Estado realiza investimentos na área, mas ressaltou a necessidade de ampliar o atendimento para suprir a demanda do setor. Ele defendeu que ajustes do poder público são necessários para melhorar as contratações.
A qualificação profissional também é tratada como prioridade. Tomain informou que cursos direcionados às necessidades de produtores e empresas são oferecidos em todo o estado, com o objetivo de aumentar a renda e o desempenho do trabalhador.
Quanto à organização do trabalho, o dirigente destacou a importância do planejamento durante o plantio e a colheita, que possuem períodos específicos. Ele defendeu que as jornadas sejam ajustadas por meio de negociações equilibradas entre empregadores e empregados.
Apesar dos desafios, Tomain avalia a situação como um problema positivo, pois reflete a capacidade do setor de atrair pessoas e gerar oportunidades. Sobre a informalidade, ele afirmou que cada trabalhador faz suas escolhas com base na segurança da renda familiar.
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