Laudo aponta que professor foi morto a facadas em Várzea Grande, MT
Exame médico-legal descartou uso de arma de fogo e identificou perfurações no tórax, abdômen e bolsa escrotal.

O professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, foi encontrado morto na noite de quinta-feira, dia 8, em Várzea Grande, Mato Grosso. De acordo com o delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), exames preliminares indicam que a vítima sofreu três perfurações profundas no tórax e no abdômen causadas por uma faca de grande porte.
O laudo médico-legal também identificou uma perfuração na bolsa escrotal, mas não registrou lesões no pênis. Um exame radiológico descartou a presença de projéteis de arma de fogo, apontando que a morte foi provocada por arma branca em um contexto de extrema violência.
Peritos avaliaram alterações na região anal e consideram que tais marcas podem ter sido causadas pela fauna do local onde o corpo ficou. O laudo definitivo deve confirmar a causa exata da morte e o instrumento utilizado no crime.
O serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva confessou a participação no homicídio e foi preso na tarde de quinta-feira. O suspeito alegou que agiu por ter sido vítima de chantagem por parte do professor e afirmou que se uniu a um conhecido que teria passado por situação similar.
As investigações indicam que Breno foi atraído ao bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande, para ser morto. Elias relatou a participação de outros dois homens: um que teria levado a vítima de motocicleta e outro que já aguardava no local.
Breno estava desaparecido desde o dia 26 de setembro. O caso, que inicialmente foi conduzido pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas, agora segue sob a responsabilidade da DHPP, que busca esclarecer a motivação e o papel de cada envolvido.
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