Operação investiga compra de votos em Várzea Grande e Cuiabá, MT
Vereador de Cuiabá nega participação em esquema após ser alvo de mandados de busca e apreensão.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta terça-feira (20), a Operação Cathedra Venalis. A ação investiga a suspeita de crimes contra a Administração Pública envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, em Mato Grosso.
Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A operação mira 15 parlamentares, sendo 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá, para colher provas sobre a possível atuação de uma organização criminosa.
As investigações apuram denúncias de corrupção, extorsão, chantagem, ameaças e cárcere privado. Há a suspeita de que o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, tenha organizado o confinamento de pessoas em uma chácara dias antes da eleição da Mesa Diretora.
O vereador de Cuiabá Alex Rodrigues, um dos alvos da operação, negou participação em qualquer esquema de compra de votos. Ele admitiu ter ido a um almoço na chácara citada a convite do vereador Miguel Júnior, mas afirmou que permaneceu no local por cerca de duas horas.
Alex Rodrigues declarou que, embora os demais participantes estivessem reunidos para tratar da Mesa Diretora, ele não conversou sobre o assunto. O parlamentar afirmou que nada foi encontrado com ele e que seus advogados analisarão a investigação para prestar os esclarecimentos necessários.
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