Cotações do agro
Ver mais
Cuiabá
--:--
--°CCuiabá - MT
Política

Abilio nega perseguição política e demissões em Cuiabá

Prefeito de Cuiabá rebate acusações de assédio eleitoral após representação feita por deputado estadual ao Ministério Público do Trabalho.

Por Redação VORA News
Abilio nega perseguição política e demissões em Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), negou nesta sexta-feira (23) ter demitido servidores municipais por motivações políticas. A declaração ocorreu após o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) acionar o Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar possíveis casos de discriminação política e assédio eleitoral na administração de Mato Grosso.

Lúdio Cabral apresentou a representação na quinta-feira (22), citando a demissão de uma técnica administrativa da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) ocorrida na segunda-feira (19). Segundo o deputado, a servidora, que é dirigente sindical, teria sido desligada após participar de um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Arena Pantanal, em Cuiabá.

Abilio Brunini afirmou que não determinou desligamentos por participação em manifestações e disse desconhecer quem compareceu ao evento. O prefeito sugeriu que eventuais dispensas podem ter ocorrido por incompetência técnica e defendeu a autonomia para exonerar ocupantes de cargos comissionados por falta de confiança.

O documento protocolado pelo deputado também menciona denúncias de monitoramento de redes sociais, restrições ao uso de roupas vermelhas em órgãos municipais, ameaças de redução salarial e a existência de listas de presença obrigatórias em reuniões eleitorais da base governista.

Lúdio Cabral solicita a abertura de inquérito civil e a coleta de depoimentos do prefeito, da secretária municipal de Saúde, Deise Bocalon, e da diretora de Gestão de Pessoas da ECSP. O pedido inclui a análise de rescisões recentes e a interrupção de possíveis práticas de coação.

O prefeito classificou a ação de Lúdio como militância política contra sua gestão. Abilio ressaltou que os servidores possuem liberdade para agir fora do horário de trabalho e questionou a atuação profissional do deputado estadual.

Mais notícias de Mato Grosso