Operação do Gaeco cumpre mandados de busca em Cuiabá e Várzea Grande
Investigação apura suspeitas de compra de votos na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Cathedra Venalis nesta terça-feira (20) em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. A ação visa apurar suspeitas de compra de votos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande, ocorrida em maio deste ano.
O presidente eleito da Câmara de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), confirmou ter sido alvo de mandado de busca e apreensão. Em nota assinada pelo advogado Eduardo Mahon, o vereador afirmou ter recebido a medida com tranquilidade e colaborado com as autoridades, ressaltando que não foram encontradas provas de atividades ilegais.
Ilde Taques negou qualquer envolvimento em irregularidades ou articulações para a compra de votos na Câmara de Várzea Grande. A defesa informou que o processo tramita sob sigilo e que o parlamentar ainda não teve acesso aos autos, motivo pelo qual não fará declarações adicionais no momento.
Além de Ilde Taques, o vereador Alex Rodrigues (Podemos) também foi alvo da operação na capital mato-grossense. No total, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em domicílios, veículos e pessoas.
A investigação busca esclarecer se houve pagamentos a parlamentares para garantir o silêncio sobre certas situações. A eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande, foco da apuração, resultou na reeleição de Wanderley Cerqueira (MDB) com 12 votos contra 11.
A força-tarefa é composta por integrantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo. Até o momento, as suspeitas seguem sob investigação e não há comprovação de responsabilidade criminal do vereador.
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