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Política

Câmara de Cuiabá mantém sessão após operação do Gaeco em Mato Grosso

Presidente Paula Calil defende presunção de inocência de parlamentares investigados por corrupção.

Por Redação VORA News
Câmara de Cuiabá mantém sessão após operação do Gaeco em Mato Grosso

A Câmara de Cuiabá, em Mato Grosso, manteve a realização de sua sessão nesta terça-feira (20), apesar da Operação Cathedra Venalis. A presidente da Casa, Paula Calil (PL), defendeu que a presunção de inocência dos vereadores investigados seja respeitada durante o processo.

A operação, deflagrada pelo Gaeco, mira 15 vereadores, sendo 13 de Várzea Grande e dois de Cuiabá. Entre os alvos de buscas na capital mato-grossense estão Alex Rodrigues e Ilde Taques.

Em nota, a Câmara de Cuiabá afirmou que acompanha o caso e que a presidente Paula Calil preza pela transparência, ética e legalidade. A instituição destacou que a apuração dos fatos deve ocorrer de forma responsável e seguir o devido processo legal.

O Legislativo cuiabano ressaltou que condutas individuais devem ser analisadas pelas autoridades competentes e não refletem a atuação da instituição. A Casa se colocou à disposição para colaborar com as investigações.

A ação mobilizou mais de 200 policiais para cumprir 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. O Ministério Público de Mato Grosso investiga suspeitas de corrupção e a possível existência de uma organização criminosa envolvendo a Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

As investigações apuram a obtenção de vantagens indevidas e a cooptação de agentes públicos. O caso surgiu após denúncias de cárcere privado, ameaças e compra de votos na eleição para a presidência do Legislativo de Várzea Grande, ocorrida em maio, cuja votação foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal.

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