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Política

Cadeira de vereador ficará vaga na Câmara de Cuiabá após renúncia

Procuradoria da Casa de Leis orienta a não convocação de novo suplente devido ao prazo restante do mandato.

Por Redação VORA News
Cadeira de vereador ficará vaga na Câmara de Cuiabá após renúncia

A Câmara Municipal de Cuiabá, em Mato Grosso, não convocará um novo suplente para ocupar a vaga deixada por Antônio Lemes (PSD). A decisão foi comunicada pelo procurador-geral da Casa, Eustáquio Neto, em coletiva realizada nesta terça-feira (20).

De acordo com o procurador, o Regimento Interno da Câmara impede a chamada de suplentes para períodos menores que 30 dias. Como o tempo restante para o fim da substituição é inferior a esse prazo, a orientação jurídica é de que a cadeira permaneça vaga.

Antônio Lemes atuava temporariamente no cargo de Jeferson Siqueira (PSD), que se licenciou para tratamento de saúde. O suplente apresentou carta de renúncia na última quinta-feira (15), com saída efetivada nesta segunda-feira (19), alegando motivos particulares.

Posteriormente, Lemes afirmou que a saída ocorreu por pressões políticas de Jeferson Siqueira durante a eleição da Mesa Diretora. O conflito teria surgido porque Lemes apoiou a presidente Paula Calil (PL), enquanto Jeferson defendia Ilde Taques (Podemos).

O parlamentar relatou ter recebido cobranças para mudar seu posicionamento e antecipar a saída do Legislativo, embora tenha esclarecido que não houve ameaças diretas, mas sim pressões de diálogo.

A Procuradoria também analisa um documento manuscrito, entregue por terceiros, que pedia a renúncia de Lemes. Eustáquio Neto classificou a redação como duvidosa e convidou o vereador para prestar esclarecimentos formais sobre a intenção do pedido.

Sobre as denúncias de coação moral e pressão política, o procurador afirmou que a análise de possíveis ameaças cabe à Comissão de Ética, caso as denúncias sejam formalizadas.

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